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Corpo e Mente
postado 03.05.2013 às 12:00 por Wilson Garves
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Respiração para uma cultura de paz

Respiração para uma cultura de paz
Estive recentemente participando de uma caminhada noturna ocorrida no centro antigo da cidade de São Paulo, cuja intenção era a promoção de uma Cultura de Paz, promovido pelo Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis. Durante o percurso, o grupo fazia pequenas paradas para que os participantes pudessem se expressar. Enquanto sentíamos o brilho da lua cheia em nossas faces, acompanhávamos inspiradas poesias, belas palavras imbuídas de sincero desejo de ver nossa cidade transformada num local de mais calma e tranquilidade.

Em um dado momento fui convidado pelo Hamilton Faria, um dos organizadores do evento, para falar algo sobre “corpo”. Assim, tive a oportunidade de relembrar o seguinte pensamento chinês: “Cada vez que inspiro trago o universo para dentro de mim; quando expiro tiro parte de mim e dou ao universo”.

A importância desse pensamento não é apenas para que se observe a respiração, mas, sim, um convite para a reflexão se com o meu ato de respirar, mesmo que inconsciente, estou cultivando a paz ou a intolerância.

Não dá para se falar de paz sem fazer referência à diversidade e à tolerância. E quando respiro, inevitavelmente interajo com os diferentes. Pois o ar que exalo em algum momento fará parte do ar que uma outra pessoa  inspira. E o ar que entra em mim também fez parte do organismo de outra pessoa. Esse movimento se dá a todo o instante, estejamos conscientes disso ou não.

Podemos aprofundar essa ideia entendendo que em momentos de dificuldades, sobretudo quando estas afetam o estado emocional, a vontade de respirar está reduzida. Ou seja, o meio externo entra menos em mim. Nessa situação, a tendência é que tenhamos uma respiração curta (apenas o peito mexe) e muitas vezes insuficiente para suprir os pulmões de oxigênio e levar energia para todas as células do corpo. Quase todas as células do nosso organismo necessitam de oxigênio para sobreviver, principalmente a parte cerebral, onde ocorre a organização dos pensamentos, dos sentimentos, favorecendo o equilíbrio biológico e psicológico.
Sob esse ponto de vista, vejamos o que acontece na fisiologia do organismo, enquanto respiramos.

Se o corpo está contraído e tenso inevitavelmente a respiração estará mais curta: a circulação do sangue será deficitária, o cérebro estará recebendo menos oxigênio e nesse estado podemos ficar mais propensos à irritação. Essa tensão tanto pode ser em decorrência de atividades físicas inconsequentes, que encurtam os músculos, como pode ser originada por pensamentos carregados de negatividade. E o cérebro, ao reconhecer qualquer desequilíbrio ou ameaça, de forma automática dará comandos ao corpo para ficar numa postura muito mais defensiva do que receptiva.

Por outro lado, estando receptivo, com o corpo relaxado e atento ao livre fluxo respiratório, esse sistema que funciona de forma automática estará organicamente favorecendo uma respiração mais completa, profunda e diafragmática.  Funcionando assim, o cérebro reconhece que está inserido num ambiente sem ameaças e libera, por meio do sistema nervoso autônomo parassimpático, hormônios calmantes que irão proporcionar tranquilidade e estabilidade emocional. Nesse estado, estaremos certamente mais atentos ao que acontece conosco e com o outro, e a intolerância tende a diminuir.

Assim, observar o próprio corpo e a forma como estamos respirando – se superficial e rápida ou se pausada e com maior duração – pode ser uma maneira de cultivar a paz dentro de nós mesmos. Ao encontrar a paz dentro ficará mais fácil localizá-la fora de nós.
Vamos tentar?
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