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postado 09.09.2019 às 00:00 por Portal CR
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Como lidar com o idoso com a doença de alzheimer

Como lidar com o idoso com a doença de alzheimer

O que é Alzheimer?

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva, que causa atrofia do cérebro, levando à demência. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem).
O seu nome deriva do médico alemão que em 1907 descreveu a doença: Alois Alzheimer.

 


A doença de Alzheimer tem cura?
A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

 


Como cuidar de um idoso com Alzheimer
Um dos principais pilares do tratamento da demência é fornecer ao cuidador todas as condições possíveis para melhor desempenhar seu trabalho. E como seria isto?

1. Conhecer bem a doença que afeta o idoso é fundamental!
2. Aprender sobre a doença de Alzheimer, como se manifesta, quais os sintomas, como será a sua evolução, e saber o que fazer em determinadas situações.

 


Quais sãos os sintomas?
No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se... Fique atento aos sinais:


10 SINAIS MAIS COMUNS NAS DEMÊNCIAS

1- déficit de memória
2- dificuldades de executar tarefas domésticas
3- problema com o vocabulário
4- desorientação no tempo e espaço
5- incapacidade de julgar situações
6- problemas com o raciocínio abstrato
7- colocar objetos em lugares equivocados
8- alterações de humor e comportamento
9- alterações de personalidade
10- perda da iniciativa – passividade

 


COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
Não há um teste específico que estabeleça de modos inquestionável a doença de Alzheimer. O diagnóstico de certeza só e feito através de exame patológico (biópsia do tecido cerebral), conduta não realizada quando o idoso está vivo. Desse modo, o diagnóstico de provável demência tipo Alzheimer é feito excluindo outras patologias que podem evoluir também com quadros demenciais, tais como: doenças da tireóide, acidentes vasculares cerebrais, hipovitaminoses, hidrocefalia efeitos colaterais de medicamentos, depressão, desidratação, tumores cerebrais, entre outros. Temos atualmente um teste denominado avaliação neuro-psicológica, que pode mapear os vários aspectos da mente humana, em busca de possíveis pistas de alterações cognitivas (memória), de comportamento e de dificuldades em atuação nos vários aspectos do dia-a-dia (cuidar de finanças, gerenciar a vida e a sua casa, relacionar com parentes e amigos, depressão...). Um dos testes mais comuns é chamado de mini-exame do estado mental, que é relativamente fácil de ser executado e não cansa o idoso.

 

 

COMO É FEITO O TRATAMENTO?
É dividido em duas frentes de tratamento:

1- Tratamento específico: o tratamento para o Alzheimer é feito para controlar os sintomas e retardar o agravamento da degeneração cerebral provocada pela doença e inclui o uso de remédios.

2- Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédios do tipo calmante e neurolépticos podem ser difíceis de controlar. Assim, existem outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Veja mais abaixo alguns recursos que podem ser utilizados para amenizar as alterações de comportamento e períodos de agitação do idoso com a demência

 


ROTINAS PARA O IDOSO COM DEMÊNCIA
Sabemos que, até o presente momento, ainda não temos condições de curar ou controlar a doença de Alzheimer. Porém, podem existir maneiras e condições de melhorar o dia-a-dia do idoso com demência, no sentido de lhe proporcionar carinho, apoio físico e emocional, promovendo uma maior segurança e evitando ou minimizando tensões, que por ventura ocorrerem. Lembramos que as dicas que daremos aqui podem servir para a grande maioria dos idosos, entretanto, cada um apresenta suas próprias particularidades.

 


PRINCÍPIOS GERAIS PARA MELHOR ADMINISTRAR AS ROTINAS:

 

1. MANTENHA TUDO O MAIS NORMAL POSSÍVEL: Não trate o idoso como doente. Respeite-o como pessoa e mantenha a sua rotina de vida a mais normal e coerente possível. Se gostarem de passear, de sair para jantar, ir ao cinema, passear na casa de parentes e amigos, continuem fazendo. O prazer em fazer e participar das coisas que gostamos é um dos melhores remédios para a saúde mental do idoso. Lembrar que lidar com crianças e animais de estimação tê-los em sua companhia, pode ter um valor terapêutico inestimável!

 

2. ROTINA, ROTINA E ROTINA: A rotina é fundamental na vida na vida do idoso com demência. Fazer a mesma coisa, na mesma hora, do mesmo jeito, ajuda o idoso a lembrar, podendo até auxiliar o cuidador na execução destas rotinas

 

3. ESTRUTURE O AMBIENTE: Faça com que a casa do idoso seja a mais segura, simples e previsível possível.

 


Observe estas dicas:

 

O quarto do idoso pode ser arrumado para ajustar às suas necessidades, ser um local de extrema simplicidade e de boa orientação. Que seja um quarto fácil de localizar e conhecer, onde o idoso identifique que é seu e goste dele.
Neste quarto, deixe à mostra um quadro na parede onde ele possa pendurar suas chaves, seus óculos seu paletó. Uma gaveta onde possa guardar seus documentos e carteira, seus pertences e objetos pessoais.
Tenha sempre pendurado na parede deste quarto: um relógio e um calendário grande, onde o idoso pode facilmente identificar-se no tempo. É sempre bom o cuidador repetir, todos os dias, a hora, o dia, o mês e o ano.

 

Tenha horário para tudo. Para as refeições, para acordar e dormir, para o banho, para passear (tomar sol), para a televisão...

 

Sinalize a casa, escreva em cartazes os nomes dos quartos, do banheiro, da sala, da cozinha. O idoso sempre vai muito ao banheiro, à noite. Deixe a luz do banheiro sempre acesa, para facilitar seu acesso. Seria muito apropriado se o quarto do idoso fosse o mais perto do banheiro.

 

Evite mudar as mobílias da casa de lugar, pinte sempre as paredes da casa, com suas cores antigas, evite reformas radicais.

 

Coloque retratos dos familiares e amigos por toda a casa. Sempre que o cuidador lembrar, procure exercitar a memória do idoso e relembrem juntos os nomes dos retratos.

 

 

4. SEGURANÇA É FUNDAMENTAL: Problemas de memória e perdas de habilidade e coordenação motoras podem aumentar os riscos de acidentes em casa. As quedas, principalmente, podem tornar-se um problema sério.

 

Evite tapetes soltos, móveis no meio do caminho, degraus escorregadios ou escadas sem corrimão.

 

A casa deve ser bem iluminada e sinalizada, de trajetos simples (quarto-banheiro, sala-cozinha).

 

Barras de apoio no box do banheiro e ao redor do vaso sanitário, podem facilitar o acesso ao banheiro e torná-lo mais seguro. Lembrar que quedas no banheiro, principalmente à noite, são muito frequentes.

 

Não deixar o idoso manusear tarefas perigosas e complicadas, como: fogão, água quente, gás de chuveiro, facas e tesouras, guardar coisas em locais altos e trocar lâmpadas. O cuidador deve fazer uma revisão em toda a casa, procurando causas potenciais de acidentes, tomando medidas para eliminá-las.

 

 

5. SIMPLIFIQUE TODAS AS COISAS: Lembrar que o idoso já possui uma mente confusa pela doença. Então, simplifique sua vida, pois tomar decisões corriqueiras ou executar tarefas simples, pode ser fontes de insegurança e agitação. Simplifique:

 

não ofereça muitas escolhas (ou isto ou aquilo!)

 

fale frases claras e simples, não dê e nem peça muitas explicações.


Se a tarefa é maior e complicada, vá por partes. Exemplo para dormir: mostre a hora no seu grande relógio, depois mostre o pijama ou camisola, faça-o vestir, depois o lembre de ir ao banheiro (urinar e higiene oral) e por fim mostre a cama e deite-o (um beijo de boa noite sempre é bom!).

 

 

6. SENSO DE HUMOR: É fundamental em qualquer relacionamento, ainda mais com o idoso com demência. Manter um clima pesado, carregado devido ao problema da doença, não ajuda em nada, pelo contrário, só piora a situação. A alegria e o riso ajudam a minimizar o trabalho árduo do cuidador e o stress do idoso. Não falamos em zombar e nem rir do idoso, e sim rir com o idoso, das situações inesperadas e caóticas que acontecem.

 

Veja este exemplo: "Uma esposa cuidadora, certa vez, recordou-nos uma situação estressante com o marido (portador de Alzheimer). No final do banho e já o tendo vestido, esqueceu seus sapatos no quarto e foi buscá-lo. Ao voltar, encontrou o marido no box, com o chuveiro ligado, todo molhado, com roupa e tudo, reclamando que estava muito calor. A esposa deu uma sonora gargalhada, e como estava realmente muito calor, entrou no chuveiro com ele, refrescaram-se e riram ainda mais!"

 


COMUNICAÇÃO
Perder a habilidade para se comunicar corretamente pode ser um dos problemas mais difíceis e frustrantes para o idoso e para o cuidador. Com a evolução da doença, a tendência é de piorar os problemas de fala, o esquecimento para saber os nomes das pessoas, de coisas e das situações, confundir e trocar palavras. Fica, assim, cada vez mais difícil de entender o que o idoso quer expressar.

 


ALGUMAS MUDANÇAS QUE O CUIDADOR PODE NOTAR NA COMUNICAÇÃO DO IDOSO COM DEMÊNCIA:


Dificuldade de achar uma palavra e, no lugar, dizer uma palavra relacionada. Em vez de dizer caneta, diz: "Aquela coisa de escrever!"


O idoso pode não entender o que você está falando, ou só entender parte da frase.


Pode até falar fluentemente, mas sem nexo e sentido.


Pode apresentar dificuldade de escrever, e de entender o que está escrito.


Pode não ter condições de conversar normalmente com as pessoas. Pode ignorar as pessoas, parar a conversa no meio, falar sozinho.


Pode ter dificuldade de expressar suas emoções: sorrir, quando sente dor; ficar agitado ao expressar carinho e afeto.


Lembre-se que problemas de comunicação fazem parte da sua doença. A doença é que faz o idoso se comunicar com dificuldade! Paciência, paciência...

 


DICAS PARA PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO

 

1. SEJA FLEXÍVEL: Lembre-se que cada pessoa é única, e que cada relacionamento é diferente. Converse com outros cuidadores e familiares e veja como eles lidam com estas situações. Pode ajudar muito.

 

Não espere muito do idoso, a tendência da doença é de evoluir para pior. Seja realista!

 

Falar não é a única forma de comunicação. Outras formas não verbais podem ajudar muito: o tom da voz, tocar o corpo do idoso, o carinho, o olhar, o abraço, o beijo...

 

Sempre faça com que, ao conversar com o idoso, ele esteja olhando para você, prestando atenção no que você está falando. Aprenda a reconhecer os sentimentos e emoções do idoso, pode ajudar muito.

 

 

2. PRESERVE A ESTIMA DO IDOSO: Não trate o idoso como criança ou como doente! Trate-o com respeito, como adulto, como idoso que é. Continue compartilhando de sua vida com o idoso, mostre a ele que você o estima, o ama, fala de suas emoções, de suas atividades e de seus passatempos. O idoso pode não saber se comunicar direito, mas poderá entender razoavelmente os sentimentos e emoções. Preserve, assim, a dignidade e o respeito do idoso.

 

Nunca discuta problemas relacionados com ele, em sua presença, como se ele não entendesse, não existisse ou não estivesse ali. Explique e ensine estas dicas para toda família e para os amigos.

 

 

3. MANEIRAS DE FALAR: O cuidador deve permanecer sempre tranquilo e falar de um modo gentil e amigável. Comunicar com frases curtas e simples, enfocando uma ideia ou uma opinião de cada vez. Dê tempo para o idoso entender o que lhe é dito. Deve-se falar claro e lentamente, sem elevar a voz. Se for necessário, pode-se repetir palavras que expressam o mesmo sentido. Exemplo: tomar banho, lavar o corpo, entrar no chuveiro...

Ao dizer nome, dê-lhe uma orientação: "Maria, sua filha!", "João, seu vizinho!"

 

Procurar não discutir ou convencer o idoso, não partindo para conversas mais complexas e de difícil entendimento. Fale com simplicidade!

 

4. SIMPLIFIQUE AS ATIVIDADES: Ao solicitar ajuda do idoso, dê instruções simples. Exemplo: ao vesti-lo, dê a ele peça por peça, primeiro a cueca, depois a calça, a camisa...

 

Se o idoso ainda é útil nas tarefas de casa, peça sua ajuda, dê-lhe tarefas simples, faça-o sentir útil, agradeça-o pela ajuda prestada. Isto poderá elevar muito a sua auto-estima!

 

Procure fazer perguntas que tenham como respostas, palavras simples: não, sim, é... Evite muitas escolhas. Apresente poucas opções de cada vez.

 

 

5. OUTRAS DICAS: Encoraje sempre o riso! O bom humor é a melhor maneira de contornar a confusão e o mal-entendido. Com o sorriso tudo pode ficar mais fácil. Evite levar preocupações e tristezas ao idoso. Deixá-lo frustrado não ajuda em nada, e poderá piorar seu estado geral. Mostrando e tocando objetos, retratos e quadros, pode-se ajudar a "puxar" a memória e a melhorar a conversa. A música pode ser um excelente modo de comunicação, ajudando o idoso a recordar sentimentos, pessoas e situações mais antigas.

 


VESTUÁRIO
O idoso com demência, gradativamente, apresenta dificuldade em relação à memória, dificuldades para executar tarefas rotineiras e para manter um comportamento social aceitável. Assim, com o avanço de sua doença, até o procedimento mais simples pode tornar-se fonte de confusão mental e agitação, como é o caso de vestir-se.


É comum ouvir familiares e cuidadores dizerem que o idoso não sabia que roupas vestir, em que ordem e para qual ocasião ou situação! Exemplo:

• Colocar dois vestidos, um sobre o outro. Ou duas calças, ou duas camisas.
• Tomar banho, e depois vestir as mesmas roupas sujas, que deveriam ser lavadas.
• Colocar as roupas ao contrário, de trás para frente, ou do avesso. Abotoar a calça, a camisa ou o vestido de maneira errada.
• Primeiro, colocar a calça, e só depois colocar a cueca por cima.
• Vestir o pijama e ir para a rua.
• Colocar o terno ou o vestido bonito, para ficar em casa. Colocar roupa limpa, antes de tomar o banho.
• Querer sempre colocar a mesma roupa, mesmo suja, em qualquer situação.

Estas são as situações mais comuns, em relação ao vestuário, de um idoso com demência. Percebemos, então, que calças e vestidos com muitos botões, fivelas e cintos complicados, sapatos para amarrar ou com fechos, podem ajudar a complicar o dia-a-dia destes idosos.

 


DICAS:


• Evitar roupas cheias de detalhes e difíceis de usar. Evite fivelas, cintos, botões, camisas com gravatas ou vestidos fechados atrás.
• Use e abuse de velcro e zíper. Sapatos tipo mocassin, fáceis de usar. Sutiãs com fecho na frente.
• Orientar e acompanhar o idoso na hora de vestir, não dando a ele muitas escolhas. No máximo duas ou três peças para escolher.
• Dar a roupa para vestir, em sequência, falando clara e pausadamente: "Primeiro a cueca (calcinha e sutiã), depois a calça, a meia, a camisa...".
• Sempre, como em qualquer tarefa que o idoso realiza, faça elogios e incentive o seu bom desempenho!
• Quando o idoso insistir em usar sempre a mesma roupa (o mesmo terno ou o mesmo vestido), não aceitando que esta seja trocada e lavada, um bom recurso é comprar peças idênticas, não o deixando notar a duplicidade das roupas.

 

O banho, aparentemente, uma atividade comum e de fácil realização, pode ser causa de momentos estressantes e perigosos, no idoso com demência. Já na fase inicial da doença, pode existir uma resistência ao ato de tomar banho ou de ser banhado. Esta resistência se baseia fundamentalmente em alguns aspectos especiais:


• Perda ou diminuição da auto-estima.
• Perda da rotina.
• Traumas devidos à má condução desta atividade, no passado (banho muito quente, muito frio, vergonha, zombarias).
• Desorientação no tempo e local, problemas de memória e esquecimento.

 

Os hábitos e costumes de cada idoso devem ser valorizados e as atividades devem ser planejadas com cuidado e atenção. Alguns pontos são absolutamente essenciais, como a perda da individualidade e a falta de privacidade. Exemplo: a maioria dos idosos pertencem a gerações de conduta moral rígida e costumes recatados, onde até perante o cônjuge, não ficariam à vontade! Imagine o mal-estar e o pânico de um senhor, que sempre manteve seus hábitos e sentimentos extremamente conservadores em relação ao pudor; e que está sendo banhado por pessoas estranhas, invadindo a sua privacidade, com hábitos contrários aos seus, que foram cultivados e mantidos por décadas.

 

Outras causas de resistência ao ato de tomar banho:


• Quedas no banheiro.
• Queimaduras por água quente ou por exposição ao frio extremo.
• Sabonete nos olhos.
• Cuidador sem paciência no manejo do banho, palavras bruscas ou hematomas causados pela força ao segurar.
• O idoso pensa que já tomou o seu banho.
• Fatores climáticos e culturais (origem européia) Ao contrário, também existe idoso que adora tomar banho, sendo por isso um ótimo recurso a ser utilizado, quando se encontrar muito agitado.

 


Dicas para o cuidador:

 

1. A rotina do banho é essencial. Mudanças de horário e da maneira de como conduzir o banho, devem ser evitadas.

 

2. O cuidador deve, na medida do possível, deixar que o idoso realize (quando estiver em condições) a tarefa de banhar-se. A melhor maneira de o cuidador agir, é na condição de incentivador e auxiliar.

 

3. Antes de chamar o idoso para o banho, o cuidador deverá preparar tudo nos mínimos detalhes. A falta de uma preparação adequada poderá levar a uma situação tensa e perigosa. Assim, se os objetos necessários não estão à mão (sabonete, shampoo, toalha, roupas limpas), corremos o risco de ter que deixar o idoso sozinho, confuso e molhado num ambiente potencialmente perigoso.

 

4. Quando se está preparando o banho, todas as ações devem ser explicadas em voz alta, falando clara e pausadamente, uma a uma.

 

5. Banho de chuveiro, com água em abundância e temperatura agradável são requisitos indispensáveis. Banho de banheira ou no leito são reservados para situações especiais, quando a nossa experiência nos mostrar ser melhor.

 

6. Ao iniciar o banho, dependendo do grau de autonomia do idoso, deve-se pedir que vá se despindo. As ordens devem ser bem claras: "Vamos tirar suas roupas", "Entre no box", "Passe o sabonete nas axilas".

 

7. Todas as ordens bem executadas devem ser acompanhadas de elogios.

 

8. Após o banho, o cuidador deve oferecer a toalha, e pedir ao idoso que se seque, supervisionando principalmente entre os dedos dos pés e nas dobras do corpo. Depois, oferecer roupas limpas, peça por peça, explicando onde colocar (a camisa, as meias...) e ajudando-o se for necessário.

 

9. O banho também é um ótimo momento para realizar uma revisão sistemática da pele, unhas e cabelos, observando assim alguma lesão escondida, rachadura na pele ou nos pés, hematomas ou algum outro trauma, escaras que estão iniciando, micoses e etc.

 

10. As unhas devem ser cortadas semanalmente.

 

11. O cuidado com a cavidade oral (boca) é importante. A limpeza de próteses (dentaduras, roachs) ou mesmo dentes naturais, bem como as gengivas, devem ser rigorosamente observados, principalmente após as refeições. Um bom artifício para conseguir ajuda do idoso nesta tarefa, é o cuidador escovar os seus próprios dentes e pedir ao idoso que o imite.

 

12. Os cabelos devem ser lavados regularmente e revisados em busca de parasitas. Os cortes do cabelo e da barba devem ser feitos periodicamente.

 

13. O uso de maquiagem é positivo para as senhoras idosas, e devem obedecer ao bom senso.

 

14. A atitude a tomar em relação ao idoso que não quer fazer a sua higiene, e nem deixar o cuidador fazê-lo, é a de manter postura determinada, evitando a confrontação e a discussão, conduzindo com firmeza, passo-a-passo, a execução de toda a tarefa!

 

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