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postado 02.12.2013 às 18:00 por Portal CR
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Alergia ao glúten afeta cerca de uma a cada dez crianças no Brasil

Alergia ao glúten afeta cerca de uma a cada dez crianças no Brasil
Também chamada de doença celíaca, a alergia ao glúten atinge milhões de pessoas ao redor do mundo, e quase 10% das crianças brasileiras apresentam a alergia até o terceiro ano de vida - percentual que pode aumentar muito se o paciente já tiver outro tipo de alergia (dermatológica ou respiratória). Normalmente, a doença celíaca surge na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida, mas não é uma regra, e adultos também podem sofrer seus sintomas. Pela falta de um diagnóstico conclusivo devido as dificuldades de se identificar a doença, muitos pacientes sequer sabem que são portadores dessa condição, sofrendo, assim, suas conseqüências por um longo tempo.

Identificando e tratando gratuitamente as alergias

Coordenado pelo Alergista e Imunologista Dr. Marcello Bossois, o Brasil Sem Alergia é um Projeto Social que oferece gratuitamente a realização de procedimentos de prevenção, controle e combate aos mais variados tipos de processos alérgicos e doenças ligadas ao sistema imunológico. Além do acompanhamento médico gratuito, a Ação Social realiza, gratuitamente, os testes alérgicos em toda população do Rio de Janeiro – exame fundamental para o diagnóstico da doença celíaca.

Nascido em 2007, o Brasil Sem Alergia já tratou milhares de pessoas com mais de 100 mil atendimentos realizados ao longo desses seis anos. As consultas são oferecidas de segunda à sexta-feira, de 09h às 18h, na Rua Conde de Porto Alegre nº167, no bairro 25 de Agosto, em Duque de Caxias, e na Cruz Vermelha de Nova Iguaçu, na Rua Coronel Bernardino de Melo nº2085. Os interessados devem agendar suas consultas através dos telefones 3939 - 0239 ou 2652 – 2175.

O que é o glúten e a doença celíaca?

O glúten é uma substância proteica presente no grão de trigo e em outros cereais, como o centeio, a cevada e a aveia, alimentos encontrados em pratos de variadas origens. O problema é que algumas pessoas desenvolvem alergia alimentar à gliadina - proteína presente no glúten - o que leva a uma reação do sistema imunológico, a doença celíaca. Em geral, a alergia alimentar é uma resposta exagerada do organismo a uma substância presente em determinados alimentos, como é o caso do glúten, leite de vaca, amendoins, crustácios, entre outros. Muito embora alguns pacientes não apresentem sinais da doença celíaca, diferentes sintomas poderão ser identificados, variando de caso a caso. 

O que acontece?

Segundo o Coordenador Técnico do Projeto Social Brasil Sem Alergia, Dr Marcello Bossois, o organismo reconhece o glúten como um invasor (devido a presença da proteína gliadina ) e produz anticorpos para destruí-lo, causando um desequilíbrio no sistema imunológico do paciente, levando a uma inflamação da mucosa do intestino delgado. “A inflamação dificulta a absorção de nutrientes, gerando, assim, um quadro nutricional ruim”, comenta. Mas os problemas não param por aí. “Com o tempo e sem o tratamento adequado, a doença pode levar a complicações como anemia, perda de massa óssea, problemas digestivos, neurológicos e perda da qualidade de vida em geral”, alerta Bossois.

Quais fatores podem provocar a alergia?

A potência antigênica de alguns alimentos e alterações do intestino possuem importante papel no surgimento da doença celíaca, mas a predisposição genética é o principal fator para o desenvolvimento das alergias alimentares em geral. Estudos indicam que metade dos pacientes com alguma alergia alimentar possui história familiar de alergia. Se os pais apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.

Como tratar a doença?

Até o momento, não existe um medicamento específico para prevenir a qualquer alergia alimentar. Uma vez diagnosticada a doença celíaca, por exemplo, medicamentos específicos deverão ser utilizados para o alívio dos sintomas (crise), sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o glúten. “O paciente deverá excluir o alimento de sua dieta, substituindo-o corretamente, afim de evitar deficiências nutricionais, principalmente entre as crianças”, sugere o médico. 

Dicas de alimentação

 Os seguintes alimentos devem ser evitados por portadores de doença celíaca:

- bebidas:  achocolatados comerciais, leites maltados e instantâneos, cremes não lácteos, bebidas de cereal, café instantâneo aromatizado, alguns chás vegetais com cevada

- pães: quaisquer feitos com trigo, centeio, aveia, cevada, misturas prontas para biscoitos, pão de milho, baguetes, waffles, pães com germe de trigo, farelo, biscoitos industrializados em geral

- cereais: todos os que contém aromatizante de malte, trigo, centeio, aveia, cevada, germe de trigo

- sobremesas: todas as misturas prontas (exceto as que não contêm glúten), bolos e biscoitos industrializados, todas as que contiverem estabilizantes com glúten, pudim de pão ou engrossado com farinha

- gorduras: molhos prontos para saladas que contêm estabilizantes com glúten ou vinagre branco destilado

- frutas: purê de frutas industrializado, algumas coberturas de tortas (checar a composição com o fabricante)

- carnes: todas as preparadas com trigo, centeio, aveia ou cevada, enlatados, preparadas com pães, alguns embutidos (checar a composição), as que contêm goma de aveia

- batatas ou substitutos: macarrões preparados com trigo, aveia, centeio ou cevada, batatas cremosas, misturas comerciais de arroz, macarrão ou batata

- sopas: misturas comerciais preparadas com trigo, aveia, centeio ou cevada

- vegetais: cremes feitos com pão, enlatados ou prontos preparados com creme ou molho de queijo
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