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postado 29.08.2013 às 16:00 por Portal CR
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DORINA NOWILL 91 anos de determinação

DORINA NOWILL 91 anos de determinação
Perseverança, Caridade, Resignação e Paciência são as lições dessa paulista que dedicou maior parte da vida se dedicando à inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade. Uma mulher que enxergava o mundo com os olhos da alma. Cega desde os 17 anos, Dorina Nowill foi a criadora da fundação que leva seu nome e da qual foi Presidente Emérita e Vitalícia por 50 anos.

Vencedora do Prêmio Sentidos 2009, categoria Troféu Especial, por uma vida inteira dedicada à inclusão da pessoa com deficiência visual, Dorina de Gouvêa Nowill trabalhou em prol da educação, cultura, reabilitação e profissionalização de pessoas cegas ou com baixa visão.

Dorina nasceu em São Paulo no dia 28 de maio de 1919. Ficou cega aos 17 anos vítima de uma patologia. Percebendo, naquela época, a carência de livros em Braille no Brasil, criou, com a participação de outras normalistas, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que iniciou suas atividades em 11 de março de 1946.

Foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular, na Escola Normal Caetano de Campos, tendo conseguido, posteriormente, a integração de outra menina cega, num curso regular, na mesma escola. Colaborou para a elaboração da lei de integração escolar regulamentada em 1956.

De 1961 a 1973, dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em sua gestão foram criados os serviços de educação de cegos em todas as Unidades da Federação.
Dorina sempre lutou para o desenvolvimento pleno e pela integração social das pessoas com deficiência visual, razão pela qual a Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha há 67 anos. O objetivo principal é facilitar a inclusão de pessoas cegas e com baixa visão por meio de produtos e serviços especializados.

Dorina de Gouvêa Nowill especializou-se em educação de cegos no Teacher’s College da Universidade de Columbia, em New York (USA).  Naquela ocasião, participou de uma reunião com a Diretoria da Kellog’s Foundation, expôs o problema da falta de livros em braille para cegos brasileiros e a necessidade de se conseguir uma imprensa Braille para a Fundação Dorina que tinha sido criada no Brasil. Em 1948, a Fundação Dorina Nowill para Cegos recebeu da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind uma imprensa Braille completa com maquinários, papel e outros materiais.

A Imprensa Braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma das maiores do mundo em capacidade produtiva, com produção em larga escala, equipamentos de grande porte, recursos humanos especializados e matéria-prima especial. Há quem diga que nos últimos 60 anos “não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em Braille, produzido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos”.  Além dos avanços tecnológicos para produção dos livros em Braille, a instituição sempre procurou acompanhar e também cumprir as recomendações da UNESCO no que diz respeito à composição de livros para crianças.

Seguindo os passos de Dorina, a instituição oferece como um de seus serviços a produção de livros falados e livros digitais acessíveis visando diminuir os problemas de comunicação das pessoas cegas ou com baixa visão, ocasionados pela ação visual.

Além da educação, outra preocupação de Dorina foi a Prevenção da Cegueira, tendo conseguido em 1954 que o Conselho Mundial para o Bem-estar do Cego se reunisse no Brasil, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Associação Panamericana de Saúde.

Dorina lutou também pela abertura de vagas e encaminhamento das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. Em 1982, durante a Conferência da OIT em Genebra, Dorina conseguiu que a Recomendação 99 fosse discutida. No ano seguinte, quando a Conferência da OIT se reuniu, em Genebra, no congresso de 1983, os representantes do governo brasileiro, dos empresários e dos trabalhadores, votaram a favor da proposta do Conselho Mundial para o Bem-Estar do Cego para aprovação da Convenção 159 e da Recomendação 168, que convocam os Estados membros a cumprir o acordo oferecendo programas de reabilitação, treinamento e emprego para as pessoas com deficiência visual.

Foi presidente da União Mundial de Cegos (UMC) e recebeu vários prêmios e medalhas nacionais e internacionais ao longo de seus 67 anos de trabalho à frente da Fundação Dorina. Dorina escreveu o livro “... E EU VENCI ASSIM MESMO”, lançado em 1996 e traduzido para o espanhol com o título “... Y AUN ASÍ LO HE CONSEGUIDO”, com distribuição para toda a Europa e América Latina. Além disto, foi a inspiradora da obra “Para Ver Além”, lançada em 2002 e que reúne frases de sua autoria, sob a organização de Marina Gonzalez.

Dorina preocupou-se em difundir o trabalho da instituição, sua experiência e o Sistema Braille por meio de trabalhos com a comunidade, professores e palestras requisitadas por empresas, universidades federais, estaduais e particulares, como também por diversas instituições e escolas de São Paulo e do Brasil. Dorina de Gouvêa Nowill faleceu em 29 de agosto de 2010, aos 91 anos.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos:
A Fundação Dorina Nowill para Cegos há 67 anos facilita a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, por meio de reabilitação, educação especial, programa de empregabilidade, bem como a produção e distribuição de livros e revistas acessíveis, que são distribuídas gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 5.000 escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil. www.fundacaodorina.org.br
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