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postado 28.06.2016 às 15:00 por Portal CR
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Medo da vida ou uma vida de medo?

Medo da vida ou uma vida de medo?

Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio falecido em 2015, falou sobre medos e crenças que limitam a existência. Ele disse: “O medo ameaça! Se você ama terá AIDS, se fuma terá câncer, se respira terá contaminação, se bebe terá acidentes, se come terá colesterol, se caminha terá violência, se sente terá solidão.”

A lista é longa, a vida é curta, o universo não é amistoso! A maioria de nós acredita nisso como verdade absoluta e não sabe o que fazer para ter a garantia de uma vida leve e feliz. Como se fosse possível ter garantias na vida. 

Quando eu era jovem pensava que se tivesse um marido que cuidasse de mim e da nossa família eu estaria segura. Depois se eu tivesse a casa própria teria a moradia garantida para sempre, se eu tivesse um emprego público jamais estaria desempregada, se tivesse um patrimônio, carro, bens “duráveis” etc teria sempre conforto, estabilidade, confiança na vida. E aí sim seria feliz!

Quantas vezes me senti fracassada por não ter realizado a minha longa lista de “proteção”. Ao longo da minha vida tive que me confrontar com o medo, quase sempre acreditando que ele era um gigantesco monstro prestes a me engolir, até perceber que era apenas uma percepção equivocada, como a projeção da minha própria sombra na parede. Imaterial!

Hoje, passados mais de 60 anos de relacionamento íntimo com medos reais e imaginários, estou mais consciente de quanta vida perco quando coloco atenção excessiva neles.

O envelhecimento do corpo também traz novos medos. Medo da doença, da dor, da dependência, da solidão, medo da morte. Mas o que é a morte senão a ausência de vida? E quanta vida eu deixo de viver quando me aprisiono a todos os medos que limitam a minha existência! Quando deixo de apreciar os pequenos e grandes milagres que acontecem todos os dias, quando não enxergo as coisas novas que surgem a cada instante, nem percebo o frescor de cada momento, de cada experiência.

Eu morro um pouquinho quando não confio, quando não recebo alegremente o novo dia e nem me dou conta da inteligência do meu corpo, que respira e funciona sem que eu nada faça. Morro quando não percebo o meu imenso poder de escolha. Posso escolher viver uma vida de medo ou posso escolher viver. Simplesmente, livremente, conscientemente!

Não tenha medo da vida, ela é imprevisível, surpreendente, incerta, dá um bocado de trabalho, tem sim altos e baixos, mas é deliciosamente desafiadora, estimulante e extremamente bela! Se você se entregar a ela! Incondicionalmente!

Como dizia o filósofo, escritor, e educador indiano Krishnamurti: “Enquanto viver, VIVA!”

(texto escrito por Deana Guimarães)

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